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Orientadora: Suzana Carvalho [0]
História da Salsa (resumo) - Não podemos falar da salsa sem mencionar o gênero que constitui sua raiz: o son cubano. Este ritmo nasceu nos campos do oriente cubano na segunda metade do século XVIII, tendo como antecedentes a influência hispânica, francesa e logicamente africana. Devido a essa união perfeita, ao chegar nas cidades no inÃcio do século XIX se converteu rapidamente no favorito de todos. Em 1909 fez sua entrada em Havana, nas mãos dos soldados do exército. Nesta década surgiram grupos musicais como o Septeto Nacional de Ignácio Piñeiro, criado em 1927, grupo que se mantém até os dias de hoje. Músicas como Échale Salsita, El Guanajo Relleno e Suavecito, ainda são interpretadas e conhecidas internacionalmente. O formato que predominou nos grupos dessa época era: Contrabaixo, Três (guitarra que tem 3 pares de cordas), Guitarra, Cravo, Maracas, Voz e uma Trompete (opcional).
Entrada da Salsa nos Estados Unidos: Nos anos 40 aparece um senhor chamado Arsenio RodrÃguez que modificou os formatos do septeto e inclui na sua orquestra (além dos instrumentos já mencionados) o piano, a tumbadora e 3 ou 4 trompetes, parecendo-se o formato [1]do conjunto musical muito similar aos grupos atuais. Em 1950, Arsenio vai viver em Nova York e forma outro grupo, sendo um dos precursores do movimento salsa nos Estados Unidos. Entre as músicas mais famosas de Arsenio estão Fuego en el 23, El Guayo de Catalina e Bruca Maniguá. O son passou a outros paÃses como Venezuela, Colômbia, Porto Rico, República Dominicana, México e Estados Unidos.Os anos 50 se destacam pela aparição do máximo intérprete do gênero de todos os tempos: o grande Benny Moré .Com o triunfo da revolução cubana de 1959 e o inÃcio do bloqueio econômico norte-americano, a história desta música continua por caminhos diferentes. Fora de Cuba: Surge uma carência de produtos musicais deste tipo. Os empresários norte-americanos do mundo discográfico se vêem obrigados a recorrer a músicos e compositores cubanos residentes fora da ilha e a outros músicos latinos cultivadores do ritmo.Começam a aparecer Tito Puente, Xavier Cougat, Los Palmieri, Johnny Pacheco, Tito RodrÃguez, Célia Cruz, Ismael Rivera, Sonora Matancera, entre outros.Em uma turnê musical das estrelas do Selo Fania, o nome “salsa†começa a ser difundido para designar o ritmo até então chamado de “sónâ€, marca essa deixada por Arsênio Rodrigues e difÃcil de mudar, apesar dos aportes desses grandes músicos. Aqui aparece o nome salsa, mas somente em 1974 Willy Colón e Rubén Blades gravam o disco que marcou a verdadeira identidade da salsa como gênero. Apesar do tratamento harmônico renovador que deram para a salsa (além do uso do formato de 3 ou 4 trombones ao invés de trompetes), cabe destacar que a base rÃtmica continuou sendo parecida com a do son. A partir daqui é outra história: Pacheco (diretor de La Fania) explicou que eles pegaram a música cubana e colocaram acordes mais progressivos, dando ênfase ao ritmo e destacando certos detalhes, mas sem alterar sua essência. Como as palavras "salsa", "sabor" e "azúcar" sempre estavam ligadas a esta música, decidiram chamá-la dessa maneira. Este nome serviu para apresentar na Europa uma música que era conhecida como Tropical.Como confessou Pacheco, a intenção nunca foi roubar a música dos cubanos, a escondendo debaixo de outro nome, porque ele sempre reconheceu que a raiz da "salsa" é cubana e que sua escola está em Cuba. A salsa continuou seu desenvolvimento vertiginoso. Na década de 80 aparece a salsa erótica ou balada salsa, que se destaca pelas letras românticas e sensuais. Nos anos 90 aparece a chamada salsa-rap. Cabe destacar que, quando nos referimos à salsa, estamos falando da música que é resultado direto do son. O merengue e a Cumbia são também vendidos como salsa, produto da lógica comercial norte-americana que batiza um único nome fácil de ser lembrado a distintos ritmos de outros paÃses. Isto foi aplicado nos anos 50 ao bolero, mambo, cha-cha-chá, son e à conga, com o nome de rumba.
Dentro de Cuba: Aparecem os ritmos Mozambique pelo Peyo el Afrokán. O fato de que dentro de Cuba não havia a necessidade de competir comercialmente para vender música, além do mérito da escola cubana de músicos, permitiu que se pudesse experimentar com novas formas e estilos de tocar o son (ou a salsa).Esta forma é produto da forte presença do ritmo africano junto com orquestras cheias de tons, onde se utilizam os metais com um certo ar "jazzeado", destacando a virtuosidade dos instrumentistas dos grupos (a diferença da música que se faz fora, onde existem certos esquemas regidos pelo comércio, nos quais se trabalha totalmente em função da voz solista com um colchão musical homogêneo).Vale mencionar que em Cuba, até aproximadamente 10 anos atrás, a música era vendida com seu verdadeiro nome: son. Mas a necessidade de exportar a música cubana para fazê-la conhecida internacionalmente trouxe como conseqüência o uso do nome “salsa†em Cuba para esta música. Recentemente Juan Formell, juntamente com outros músicos cubanos, a batizaram como Timba Cubana.Atualmente estamos observando uma espécie de reencontro da salsa com sua progenitora: Cuba. A partir do maior intercâmbio cultural entre Cuba e Estados Unidos se pode notar uma grande influência da Timba Cubana na salsa nova-iorquina. Podemos conferir na música de Victor Manuelle, Tito Nieves e de outros salseros (assim como em numerosas orquestras cubanas se notam influências de salseros estrangeiros). Podemos dizer que a salsa, a partir de Cuba (o paÃs que serviu de raiz) e o Caribe como zona geradora de seus condimentos, nos brinda com a universalidade; já que o Caribe é uma da regiões onde se encontram, através da história, os europeus, asiáticos, norte-americanos e logicamente Africanos, que dão a essa música sensualidade, beleza estética e muito sabor. Por isso a salsa chega aos quatro cantos do mundo para ficar. Só resta agora a nós, brasileiros, acrescentar um pouco dos nossos ingredientes.Ruedas de Casino [2], espécie de coreografia em forma de cÃrculo realizada por vários pares de dançarinos, guiadas por um lÃder que "canta" os movimentos...
Mérito do Texto : Alberto Bonne - AmeriSalsa [3]