
As mulheres na Dança Flamenco se vestem de forma alegre, sensual, podendo ser vestidos de preferência na cor vermelho, com decotes profundos, ou saias justas modelando o corpo, as blusas com babados, bordados, rendas, e flores e adornos nos cabelos podendo este serem presos em coques,.as vezes acompanhada de mantilha (Xale), a maquiagem é forte e as unhas pintadas de um vermelho rubro, não podendo faltar claro o famoso abanico (Leque).
Produzidos no Oriente, na Europa e no Brasil, os leques, de diferentes materiais e técnicas, retratam cenas mitológicas, campestres e momentos históricos e sociais, entre outros temas.
A provável origem do leque foi a China, onde tornou-se parte integrante do costume nacional, sendo usado pelos reis como um sinal de dignidade. Da China passou para o Japão, onde também foi de uso constante.
O leque integrou, ainda, várias outras culturas: no Egito era uma honra poder- abanar o Faraó; na Grécia, abanar a esposa durante o sono era uma grande prova de amor do recém-casado, garantindo-lhe o perdão por qualquer falta por ventura cometida ... Em Roma haviam escravos especialmente designados para abanarem as patrÃcias e seus convidados em dias de intenso calor. Também o cristianismo adotou o leque: durante o ofÃcio, dois diáconos, um de cada lado do altar, protegiam o celebrante do calor ... Ao longo dos séculos, os leques foram feitos em diversos materiais e formatos. Primitivamente foram usados leques de folhas, penas, plumas, do feitio de nossas atuais ventarolas, quase sempre de grande tamanho. A partir do século XV começaram a ser usados os leques propriamente ditos, reversÃveis ou de fecho, constando de duas partes principais: a armação, pequenas hastes sobrepostas, e a folha, esta em papel, pergaminho, pano pintado (geralmente à guache), rendas e gaze, bordadas com lantejoulas, fios de ouro e dourados.
O uso do leque envolve, ainda, outras funções além do refrescar. Entre namorados e amantes, há toda uma linguagem codificada: tocar levemente os cabelos com o leque significa "não me esqueçasâ€
Os leques difundiram-se por toda a Europa, entre os séculos XVII e XIX, tornando-se um complemento indispensável à vaidade feminina, invadindo os salões e inspirando poetas e pintores. Nas primeiras décadas do século XX eram suntuosas plumas fazendo parte da toalete das elegantes, mas, após este perÃodo, com o desenvolvimento das novas tecnologias para refrescar o ar, o seu uso foi se tornando cada vez mais obsoleto, embora jamais tenham perdido em glamour, como objetos de rara beleza.
Na Espanha, além dos vários idiomas, existe um universal: A linguagem dos Leques.
Um leque tem seus "tracinhos". E, para quem não sabe disso, é um perigo! Para quem sabe, uma delÃcia !
No verão no sul da Espanha a grande maioria das mulheres andam com leques nas mãos.
Nos séculos anteriores o leque era um excelente instrumento de comunicação e sedução entre homens e mulheres. Desde que foi introduzido na Espanha, vindo do oriente, a finais do século XV
Uma pequena amostra desta encantadora linguagem, como mostra a foto ilustrativa:













Assim, quando por ventura quando vierem à Espanha e abanarem um leque ou brincarem apenas com ele entre as mãos, cuidado com o que pode acontecer à sua volta.
É verdade que esta linguagem era utilizada pelas mulheres quando eram mais pudicas, ou estavam severamente vigiadas. Mas, ainda hoje, um leque bonito e bem movido dá e delicadeza ao inicio de um novo flerte...ou a um rechaço.
Mesmo que nem todos saibam a linguagem dos séculos passados, um olhar por trás de um leque pode ser entendido por qualquer um, hem?!