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Orientador e Colaboradores: Alvaro Alvarez [0] e Marcelo Aristich [0]
Professora: Paloma Reyes [0]
Os Ciganos adoram dançar. A dança nasce com eles desde o momento em que abrem os olhos para enfrentar a dura vida de cigano e desde crianças ela ouvem e dançam a seguidillas, a rumba, as alegrias e o flamenco, que são os ritmos e sons tradicionais produzidos pelas guitarras, violões, violinos, acordeões, castanholas, cÃmbalos, pandeiros, palmas das mãos e batidas dos pés que aprendem desde cedo com parentes e amigos nas festas de acampamentos. Não existem ciganos profissionalizados através da dança cigana, e sim aqueles que fazem apresentações apenas para divulgar esse lado tão belo e tão cheio de magia que a tantos fascinam.
A ORIGEM DO POVO CIGANO - Quando se estuda a origem de um povo, sua formação e desenvolvimento como estrutura social, religiosa, econômica, este estudo se baseia fundamentalmente em documentos ou registros escritos, que ao lado de outros elementos como ruÃnas da arquitetura da época, pinturas, armas, túmulos, recintos que sugerem terem sido usados como sacros. Objetos os mais diversos, especialmente de uso doméstico, recompõem toda a narrativa histórica de um conjunto de indivÃduos que habitam a mesma região, ficando subordinados à s mesmas leis e partilhando dos mesmos hábitos e costumes. A mais importante fonte de referência é a narrativa escrita, encontrada em papéis (pergaminhos, papiros, folhas de papel de arroz), documentos, livros, poemas, mapas, inscrições em lugares santos, ou outros locais de devoção considerados sagrados, onde são encontradas marcas de rituais e altares de oferendas aos deuses.
Como o Povo Cigano, não tem até os dias atuais, uma linguagem escrita, fica quase impossÃvel definir sua verdadeira origem. Portanto, tudo o que se disser sobre a origem do Povo Cigano, será baseado em conjecturas, similaridades ou suposições. A hipótese mais aceita é que o Povo Cigano teve seu berço na civilização da Ãndia antiga, num tempo que também se supõe, como muito antigo, talvez dois ou três milênios antes de Cristo. Compara-se o sânscrito, que era escrito e falado na Ãndia (um dos mais antigos idiomas do mundo), com o idioma falado pelos ciganos e encontraram um sem-número de palavras com o mesmo significado.
Outros pontos também colaboram para que esta hipótese seja reforçada, como a tez morena comum aos hindus e ciganos, o gosto por roupas vistosas e coloridas, e princÃpios religiosos como a crença na reencarnação e na existência de um Deus Pai e Absoluto. Tanto para os hindus como para os ciganos, a religiosidade é muito forte e norteia muito de seu comportamento, impondo normas e fundamentos importantes, que devem ser respeitados e obedecidos.
Outro fato que chama a atenção para a provável origem indiana do povo cigano, é a santa por quem nutrem o mais devotado amor e respeito, chamada Santa Sara Kali. Kali é venerada pelo povo hindu como uma deusa, que consideram como a Mãe Universal, a Alma Mater, a Sombra da Morte. Sua pele é negra tal como Shiva, uma das pessoas da Trindade Divina para os indianos (Braman, Vishu e Shiva).
Para os ciganos, Sara, santa venerada, possui a pele negra, daà ser conhecida como Sara Kali, a negra. Ela distribui bênçãos ao povo, patrocina a famÃlia, os acampamentos, os alimentos e também tem força destruidora, aniquilando os poderes negativos e os malefÃcios que possam assolar a nação cigana. Alguns estudiosos acham a tradução de Kali como a negra não correta, escrevendo inclusive Kali com C (Cali) e não com K e preferem Sara, a cigana, fato que de certa forma pode expressar o preconceito racial (a verdadeira Santa Sara, tinha a pele negra), uma vez que no povo cigano não há negros, ou sob outro ângulo, desconhecimento de todo o aparato mÃstico e de poder que envolve a deusa Kali dos indianos.
O IDIOMA: Uma das maneiras de os ciganos se manterem unidos, vivos, com suas tradições preservadas é o idioma universalmente falado por eles, o romani ou rumanez, que é uma linguagem própria e exclusiva.
"O Povo Cigano é guardião da LIBERDADE. Seu grande lema é: "O Céu é meu teto; a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião", traduzindo um espÃrito essencialmente nômade e livre dos condicionamentos das pessoas normais geralmente cerceadas pelos sistemas aos quais estão subjugadas. A vida é uma grande estrada, a alma é uma pequena carroça e a Divindade é o Carroceiro."
Bibliografia: "Ciganos Os Filhos Mágicos da Natureza" - de Rosaly Mariza Schepis